Folheei o Ecos da Marofa nº. 386 de 10NOV2008. Entre as muitas para não dizer a totalidade das notícias que me prenderam a atenção, houve uma que mais "aguçou" a minha curiosidade. Até pelo simples facto de eu já me ter pronunciado sobre esse assunto neste blogue.A reportagem da televisão SIC, ocorreu precisamente numa altura em que eu me encontrava em Almofala e necessitei de recorrer aos serviços do Centro de Saúde de Figueira de Castelo Rodrigo. As consultas que pretendia eram destinadas a meus pais, sendo que o meu progenitor sofre de uma doença crónica que carece de um acompanhamento regular e em datas imprevisiviveis. Ou seja, tem de recorrer ao médico de família quando o seu estado de saúde se encontra fragilizado.
Contactei com as pessoas que foram entrevistadas pela SIC. Não está em causa a veracidade das afirmações proferidas pelos entrevistados. O que aqui está em causa é a substância dessas afirmações.
O Sr. Dr. Joaquim Pelicano, médico que eu não conheço pessoalmente mas, pelo que me dizem, trata-se de um excelente profissional, afirmou na sua entrevista que:"Consegue-se consulta num dia ou noutro, agora cada pessoa vê as situações à sua maneira, dependendo da vontade e disponibilidade de cada profissional de saúde".
Então Sr. Dr., os profissionais de saúde só atendem os pacientes se tiverem vontade? Não lhe fica bem essa afirmação, mas compreendo-a. É natural que o Sr. Dr. Pelicano tenha vontade e eu sei que o Sr. é daqueles que excede em muito as tais doze consultas diárias. Agradeço-lhe por isso em nome dos meus país de quem é o médico de familia.
Na mesma entrevista, o Sr. Dr. afirma " Se o caso de doença for grave, o médico tem obrigação de atender o doente num período máximo de 48 horas e também existe o serviço de urgências, onde está sempre um médico em atendimento."
Pelo que deduzo e posso estar enganado, na situação do meu pai, basta comparecer à consulta que a mesma é sempre garantida. Será?
Quanto à deslocação ao serviço de urgências, penso que medidas proactivas serão as mais aconselhadas. Com toda a certeza o médico de família está mais por dentro da situação clínica do doente e não precisará de efectuar um novo diagnóstico da doença.
Nesta "polémica", se me é permitida a opinião, deve-se mudar o que está mal e conservar o que está bem. Até neste aspecto poderão não existir concensos pois o que para uns está bem para outros estará mal.
No entanto, uma coisa eu garanto, haverá unanimidade nas opiniões, quando se encontrar uma solução para evitar a permanência das pessoas, altas horas da madrugada, a fim de marcar consultas médicas.

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