quarta-feira, 18 de março de 2009

ASSIMETRIAS NACIONAIS, REGIONAIS E CONCELHIAS

As assimetrias estão a aumentar em Portugal. Há uma diferença abismal no modo como as regiões, subregiões e concelhos são tratados. Essas diferenças são mais notórias entre o litoral e o interior. Há um grande deslocamento das populações do interior para o litoral que são a causa principal da desertificação e que, por sua vez, vai contribuír para deteriorar a qualidade de vida nos grandes centros urbanos.
O desinvestimento no interior do país, com o encerramento de muitos serviços públicos só aprofunda essas assimetrias cavando um fosso cada vez mais fundo entre o litoral e o interior.
Os investimentos estatais na construção do TGV e no novo aeroporto serão a prova disso.
Tive acesso a um relatório do PIDDAC (Plano de Investimento da Administração Central) onde isso é bem demonstrativo. Entre 2002 e 2008, o investimento realizado pelos governos através do PIDDAC reduz-se em -45,5% a nível do País. A nível do Distrito da Guarda essa redução cifrou-se em -41,5%.
Aflorei as assimetrias a nível nacional. Importa agora focá-las a nível concelhio. Não estou na posse dos dados estatísticos que me permitam chegar a qualquer conclusão. No entanto, torna-se evidente e "salta aos olhos" de qualquer um, os investimentos efectuados pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.
Algumas freguesias foram beneficiadas e outras seriamente prejudicadas. Nestas incluo Almofala.
A demonstração contrária ao que afirmo reporá a verdade dos factos e não terei qualquer pejo em me retratar publicamente.
A este respeito perguntarei. Há quanto tempo está construída a ETAR de Almofala? Há quanto tempo ela está parada?. Dir-me-ão os almofalenses que esta estação de tratamento de águas residuais, apesar de construída, nunca esteve em actividade.
É esta a verdade "nua" e "crua".

terça-feira, 17 de março de 2009

AMENDOEIRAS FLORIDAS EM ALMOFALA

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e muito bem, tem desenvolvido uma campanha publicitária para atraír o turismo ao concelho. Prova disso estão as obras de conservação em Castelo Rodrigo, as obras de requalificação do cais fluvial em Barca de Alva, a possível reabertura da linha de caminho de ferro entre o Pocinho e Barca de Alva, a atribuição de subsídios ao plantio de amendoeiras, etc. etc.
Fico feliz por isso. A festa das amendoeiras em flor é indubitavelmente uma das maiores ofertas e a que atrai à região o maior número de turistas nacionais. Aqui procuram e conseguem apreciar uma paisagem natural de "encher os olhos".
Apenas não concordo com um pormenor. No centro da vila, reparei numa placa com os dizeres "Amendoeiras em flor", placa esta que ostentava uma "seta" dirigida para a estrada de Foz Côa.
Sei que é nesta direcção que existe o maior volume de amendoeiras. Contudo, porque sou almofalense, não poderia deixar de alertar quem de direito para o facto de em Almofala também existirem amendoeiras floridas em quantidade suficiente para não defraudar os turistas que nos visitam.



Isso iria desconcentrar o volume de turistas em determinados locais, impulsionaria a diversidade da oferta e daria ânimo aos proprietários dos amendoais para continuarem a preservá-los.

segunda-feira, 16 de março de 2009

REABRIU O "CAFÉ DE ESCARIGO"

Almofala sabe exportar competência, profissionalismo e dedicação. Alfredo Teixeira Figueiredo, mais conhecido em Almofala por Alfredo "Venâncio", reabriu este espaço e rebaptizou-o de Café-Bar/Restaurante "O BEIRÃO". Este almofalense esteve emigrado em Paris-França onde era proprietário de um restaurante /marisqueira. Mudou de local mas não mudou o nome. A sua experiência no ramo vai ser, seguramente, uma mais valia para Almofala, Escarigo e para o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. A qualidade da oferta e a proximidade de Espanha vão ser motivos mais que suficientes para cativar a vinda de "nuestros hermanos" e não só.

Visitei esta renovada unidade de restauração e fiquei maravilhado. Conhecia o anterior espaço. Os retoques e a introdução do cunho pessoal do Alfredo deram um novo ar ao restaurante. Tornaram-no mais funcional e reservado. O estilo de decoração manteve-se até pelo facto da anterior proprietária ser uma "expert" na matéria.





O Alfredo introduziu-lhe um novo elemento decorativo

Não vou utilizar mais adjectivos para classificar positivamente o espaço. Nada melhor que a constatação "in loco". Depois, deixem a vossa opinião e digam se tenho ou não razão no que afirmei.
Boa visita e bom apetite.




segunda-feira, 9 de março de 2009

O VALOR DO "NÃO"



Nas conversas informais com pessoas minhas amigas, estas admiram o modo como digo "NÃO". Por vezes tenho dificuldade em pronunciar esta palavra de sentido tão negativo. Fingir que está tudo bem e acenar com a cabeça dum plano superior para um plano inferior, não está nos meus princípios. Digo "não" quando discordo e digo "sim" quando concordo. Não ha meios termos. Não cabe no meu dicionário a palavra "nim". Detesto hipocrisias.

A palavra "não" terá mais sentido quando é nosso hábito dizer "sim". Neste caso, um "não" proferido dará mais valor ao "sim".

Nesta sociedade actual, os pais sentem imensa dificuldade em dizer "não" aos filhos, quando estes reivindicam algo que é desaconselhado. Os empregados temem dizer "não" aos patrões com medo de represálias. Os políticos em época de eleições retiram dos seus discursos a palavra "não" como modo de angariar votos.


Saber dizer "não", é saber expressar o que melhor satisfaz as nossas necessidades e, dessa forma, sentirmo-nos bem connosco e com os outros.

domingo, 8 de março de 2009

O MEU BAPTISMO NO MUNDO TAURINO ESPANHOL


O meu amigo Leonel Nascimento foi o padrinho. Aceitei o seu convite para o acompanhar na abertura da época taurina em Espanha. Fiquei a saber que é a praça de Olivença a escolhida para esse efeito. Aqui se reune anualmente a fina flôr da tauromaquia mundial. Fiquei encantado com a arquitectura da praça. Não vou entrar em detalhes pelo simples facto de desconhecer os estilos empregues na sua construção. Apenas posso dizer que já entrei em várias praças portuguesas e nunca tinha visto nada igual. Quem passa na rua de acesso à praça não faz a mínima ideia da beleza do seu interior.



Como já o referi, nunca fui um aficionado do mundo dos touros. No entanto, agradeço ao amigo Leonel a paciência que teve para me explicar todos, mas mesmo todos, os detalhes técnicos deste género de tourada.



Não poderei dizer que já fiquei fã desta arte. Fiquei sim com vontade de repetir esta experiência, ciente que da próxima vez já apreciarei de outro modo as lides dos touros.
Para que conste faziam parte do cartel os seguintes toureiros: Morante de la Puebla, El Juli e Miguel Ángel Perera.




Por me ter permitido apreciar um espectáculo único e pela paciência que teve para aturar a minha ignorância, o meu muito obrigado ao meu Amigo Leonel.

(Recortes do diário "HOY" de 08 de Março de 2009)
para ampliar "clique" sobre a imagem




terça-feira, 3 de março de 2009

MISÉRIA SOCIAL - HISTÓRIA VERÍDICA

As referências que introduzi no título deste artigo proferidas pelo Presidente do Brasil, Sr. Lula da Silva, foram propositadas. Foram efectuadas num contexto propagandistico eleitoral, cheio de boas intenções e com metas bem definidas. Não acompanho a vida política do Brasil mas, pelo que sei, essa luta nem sequer começou. Os projectos políticos de combate à miséria e à exclusão social não passaram disso mesmo. O Brasil é um dos países mais ricos do mundo em termos de recursos naturais.
Depois desta introdução, vamos então à história verídica que se passou comigo em Ponta Delgada - Açores, no ano de 1980, quando ali exerci funções policiais em comissão de serviço. Foi uma das ocorrências policiais que mais me marcou e que recordarei até que Deus me chame para junto de Si.
Eram cerca das 04H00. Estava eu de "gratificado" ao edifício do Banco de Portugal, mais precisamente nas suas traseiras. Os contentores do lixo ali existentes serviam de depósito aos desperdícios de um dos restaurante mais famosos da cidade. Mesmo junto à Câmara Municipal.
De repente, ouvi um barulho estranho. Pareceu-me proveniente do interior do banco. A adrenalina percorreu-me todo o corpo. Seria um assalto? Nem tempo tive para pensar. Empunhei a pistola de serviço e dirigi-me pé ante pé para a porta de entrada do banco. Ouvi um choro de criança. Dirigi-me para o local de onde provinha, mesmo por detrás dos recipientes do lixo. A noite estava escura como o breu. A iluminação era deficiente. Mesmo assim descortinei a criança. Chamei-a para junto de mim. Não só não respondeu ao meu apelo como ainda se tentou esconder. Fui ao seu encontro e o que encontrei deixou-me estarrecido. Junto a ela encontrava-se uma rapariga já adolescente com uma outra criança ao colo. Soube então que eram ambos seus filhos e que um terceiro tinha ficado em casa da avó. Havia uma diferença de um ano entre eles. "Vasculhar" os depósitos de lixo era rotina diária. Fazia-o durante a noite por sentir vergonha e com medo de ser censurada pela sociedade. Estava separada do pai dos seus filhos e encontrava-se desempregada há cerca de três meses. Até então trabalhava numa fábrica de conservas de peixe que havia entrado num processo de falência, lançando para o desemprego mais de cinquenta pessoas. O regime de atribuição de subsídio de desemprego, naquela altura, regia-se por outras regras que não as de hoje. A assistência social era pouco significativa ou praticamente inexistente. Uma das funções da Polícia de Segurança Pública era precisamente suprir a falta de assistência social e promover o encaminhamento destas pessoas para locais de acolhimento. Solicitei a minha rendição no serviço e acompanhei a mãe e as crianças até à sede do Comando. Foram duzentos metros percorridos com choros e lamentos. Com o assentimento do subchefe de serviço, encaminhei mãe e filhas para a messe do Comando. Virei cozinheiro e preparei-lhes uma refeição que lhes aconchegasse o estômago. O choro deu lugar a sorrisos. Os olhos das crianças brilhavam de alegria. Pareciam estrelas cintilantes. Regressaram a casa. No entanto, a situação foi relatada por escrito e encaminhada para a entidade competente. Nunca mais os vi na mesma situação em que os havia encontrado.
Passaram quase trinta anos. A pobreza continua a ser vista como uma paisagem das ruas das cidades ou, como elemento de conformação de um cenário baseado por jogos de interesses com fins meramente económicos. Por vezes, do outro lado do campo, encontram-se histórias plenas de vida.

segunda-feira, 2 de março de 2009

IDEAIS


Todos nós, na nossa actividade diária, no nosso percurso de vida, temos ideais e lutamos por eles.
Vejam-se as lutas sindicais, as crenças religiosas, os percursos na vida profissional, o estatuto social e económico das famílias, etc. etc.
Ter um ideal é ter objectivos de vida, tanto pessoal como profissional. Há que convencer as pessoas a lutar por um ideal, motivá-los para que a conquista do objectivo seja alcançado.
Para isso é necessário que haja liderança. Uma liderança forte, coesa e acima de tudo exemplar. Foi com promessas de lutas por ideiais que Adolf Hitler e Napoleão Bonaparte convenceram os seus povos a entrar em guerras sem tréguas.
Mas lutar por ideais não é, seguramente, um modo de entrar em guerra com ninguém. Exemplo disso é sem sombra de dúvidas a passagem pelo Vaticano do Papa João Paulo II. No seu pontificado, conseguiu reconstruir a Igreja Católica e tornou-se o símbolo da fé entre os católicos. Eram estes os seus ideais.
Há ideais pessoais e ideais colectivos. Estes dependem em muito e quase exclusivamente das lideranças, sejam elas de empresas ou mesmo dos países.
Pobre do país em que o líder luta por ideais errados que conduzem à perda dos poucos valores que ainda restam nesta vida em sociedade.

domingo, 1 de março de 2009

ÍDOLOS


Ídolo - figura, estátua ou imagem que representa uma divindade e que é objecto de adoração. Pessoa a quem se tributa muito respeito e veneração. Aquilo que é objecto de adoração, de paixão cega.
Fico deveras indignado quando ouço crianças e mesmo adultos dizerem que os seus ídolos são a ou b. Se por parte das crianças eu até compreenda, já por parte dos adultos acho isso como uma doença do foro psico.
Geralmente escolhem como ídolos figuras do futebol, do mundo artístico ou da política.
Esse comportamento é próprio de pessoas que necessitam extravasar, de forma compensatória as suas necessidades, das suas aventuras frustradas, superar carências, identificando-se com os ídolos-heróis. Isso leva-os a uma paixão exarcebada e doentia.
Vê-se muita histeria por esse mundo fora. É o preço da falta de cultura.
Eu também tenho ídolos terrenos. Verdadeiros ídolos. Esses sim, a quem adoro, respeito e por quem tenho paixão cega. São os meus pais.
Por outro lado também tenho um ídolo espiritual, a quem tributo veneração. E Esse é Deus.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

DOS FRACOS TAMBÉM REZA A HISTÓRIA


No seguimento de artigos anteriores e contrariando teses que advêm do passado em que para elevar a moral dos mais debilitados se utilizava a expressão "Dos fracos não reza a história" e por não concordar totalmente com esta afirmação, tecerei algumas considerações que me levaram a concluír de quão errados estão aqueles que empregam esta expressão.
Foi assim a luta entre David e Golias, foram assim as guerras entre espanhóis e portugueses, etc..etc..
Poderemos dizer que os fracos se tornaram fortes e os fortes viraram fracos.
Há aqui como que uma subestimação dos fracos por parte de quem é mais forte. Isso, actualmente, acontece muito no que ao futebol diz respeito.
É assim que acontecem as surpresas.
No nosso dia a dia, na nossa convivência diária, por vezes, sentimo-nos animicamente fracos.
Nestes casos, buscamos forças interiores que nos permitam lutar, vencer e ganhar ânimo para outras lutas que se avizinham. O demonstrar fraqueza é, à partida, um sinal de evidente derrota.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

ESTADOS DE ESPÍRITO



Já me tenho questionado se não estarei a perder qualidades.Não me refiro, evidentemente, às qualidades morais. Essas vão-se fortalecendo com o passar dos anos e de forma progressiva. Refiro-me sim à tolerância. Como dizia Voltaire: "A primeira lei da natureza é a tolerância - já que temos uma porção de erros e fraquezas". Tenho medo de errar e não assumir esses erros. Nunca o fiz, não faço nem nunca o farei.
Todos nós temos dias em que o nosso "ego" - veículo funcional do domínio da mente - se encontra nos subterrâneos da nossa personalidade. Quando tal me acontece, noto-o perfeitamente, tento de imediato libertar-me de todo o tipo de pressões e, mais que não seja, desabafo com pessoas da minha confiança. Porque, para mim, o verdadeiro repressor, o verdadeiro culpado, o verdadeiro obstáculo, é o ego humano. O ego humano é uma espécie de animal indomado, feroz, voraz, e sempre pronto para o ataque.
Nos tempos que correm cada vez nos tornamos mais egoístas. Perdeu-se o espírito da partilha. Deixámos de ser solidários. Passamos muito tempo a olhar para o nosso umbigo.
Espero que os visitantes desta minha casa vejam neste desabafo um acto de introspecção e não um acto de contrição.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

MÁSCARAS E MASCARADOS



Estamos no carnaval. Dias de folia, alívio do "stress" e mostrar aos outros aquilo que nos vai na alma. Há aqueles mais recatados que preferem passar ao lado das brincadeiras carnavalescas e recolhem-se no aconchego do lar. Há gostos para tudo.
Um dos sinais que nos indica estarmos em plena época carnavalesca é sem sombra de dúvidas o uso da "máscara" por parte dos foliões.
Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra "máscara" significa um objecto de cartão, pano, cera ou material sintético representando uma cara, ou parte dela, destinado a cobrir o rosto para disfarçar a pessoa que o põe. Numa definição mais simplista, "máscara" significa disfarce ou falsa aparência.
Há a também chamada máscara teatral. A essência do uso é a mesma o que muda são os actores. Neste caso, a adaptação à máscara terá de ser acompanhada de uma alteração comportamental, corporal e gestual que identifique não o actor mas sim a pessoa que pretendeu caracterizar.
Tenho para mim que, actualmente, há por aí muito boa gente que faz uso diário deste objecto de adorno, transformando-se em cordeiros quando o íntimo é próprio dos lobos maus.
Por isso, temos de estar atentos e usar prespicácia para descortinar tiques de personalidade e alterações corporais e comportamentais que nos permitam identificar e afastar do rebanho esses lobos transvestidos, sob pena de, num futuro não muito longínquo, termos o rebanho de ovelhas completamente dizimado e o seu lugar ser ocupado por uma alcateia faminta e ávida de novas presas para saciar a fome.
É assim o carnaval da vida.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

EU TENHO UM AMIGO



Claro que tenho muitos e bons AMIGOS. Também tenho inimigos, só que a estes ignoro-os. Não os quantifico, apenas os qualifico. Exerço a minha profissão em Elvas há cerca de vinte e três anos. Neste intercalar temporal tive momentos bons para mais tarde recordar e tive momentos maus que farei os possíveis para esquecer. Dos momentos bons recordo, entre outros, os meus primeiros contactos com o então ainda jovem advogado Dr. Vitor Xavier Carola. Das primeiras conversas que com ele mantive fiquei logo com a impressão que estava na presença de um jovem com grande futuro tanto pessoal como profissional. Não me enganei. Cimentámos a nossa amizade e tive com ele desabafos que não tive com outras pessoas amigas. Congeminámos a formação de uma equipa de futebol de salão que unisse mais os amigos comuns, equipa esta a quem foi dado o nome de "Amigos da Justiça". Dela fizeram parte ilustres figuras da área da Justiça que não vou nomear com medo de olvidar algum. O avançar da idade e o medo de lesões traumáticas graves, afastaram-me fisicamente das lides desportivas. No entanto, ainda hoje, considero os "Amigos da Justiça" como a minha equipa.
Só um pequeno pormenor nos separa nas ideias. O Dr. Vitor Carola é um indefectível Sportinguista e eu um Portista assumido. Mesmo assim, unimo-nos quando em causa está o objectivo comum de derrotar o Benfica.
Sinto orgulho quando percorro este meu blogue e vejo nele os comentários deste meu Amigo e ilustre figura Elvense. Tem para mim um significado especial.
Para ele e para toda a sua Família, o meu muito obrigado.
Que Deus o ilumine e lhe continue a abrir os caminhos do sucesso.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

SEMÂNTICA DAS PALAVRAS


Perdoeem-me os meus leitores a brejeirice dos termos que vou utilizar. Nunca tive a ideia de utilizar semelhantes palavras até para não prejudicar e desclassificar a qualidade dos seguidores deste blogue.
Ultimamente tem-se falado muito do casamento entre homossexuais, enlace este que se pretende legalizar com proposta do bloco de esquerda e benção do governo.
O Cardeal D. José Saraiva Martins considerou na terça-feira à noite na Figueira da Foz que " a homossexualidade não é normal". Colocou ainda em causa a educação das crianças que vivam com casais de homossexuais, sejam estes do sexo masculino ou feminino.
A importância da religião católica é seguramente uma mais valia para a preservação da cultura dos valores. Este pensamento vem na sequência lógica de um outro proferido pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D.José Policarpo, ao qual já fiz referência em artigo anterior.
Há valores que se perdem - os bons e há valores que se introduzem de novo na sociedade - os maus. São estes novos valores que contribuem para um degradar progressivo da sociedade actual.
Vamos agora à parte da brejeirice. Criaram-se termos novos para substituir o que outrora se apelidava de "paneleiro" e de sentido mais suave "maricas". Introduziu-se como mais acertivo o termo homossexual e buscaram-se estrangeirismos como a palavra "gay". Mas o que aqui está em causa não é o termo que utilizamos mas sim a essência da legalização das uniões e as suas consequências futuras. Podem dizer que é um casamento entre paneleiros, entre maricas, entre homossexuais, entre gays ou entre lésbicas. Eu direi que são uniões contra natura.
Se isso for aprovado, espero que não, só um pormenor me agrada. Com toda a certeza não vai haver procriação. Pois se isso acontecesse, não me admiraria nada que daqui por uns anos tivessemos um país dominado por paneleiros e lésbicas.
Desculpem-me não avançar mais nos considerandos sobre esta questão pois posso escrever aquilo que penso e que por dever ético não posso dizer.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SÓ EM ALMOFALA SE FALAVA ASSIM



A minha memória, por vezes, já me vai atraiçoando. Tento-me recordar de alguns termos usados em Almofala, termos estes que caíram em desuso, mas que gostaria de compilar para memória futura.

Lembro-me, por exemplo da palavra "cegucha", quando nos referiamos ao nevoeiro que levantava do rio e invadia o povo. Lembro-me do termo "lanchada", quando pretendiamos ameaçar alguém com uma pedrada. Outros há, e são muitos, que iriam enriquecer o dicionário popular de Almofala.

Já pedi ajuda ao Manuel Dinis, mais conhecido por "Manuel Repico" que de imediato se prontificou a fornecer-me todas as informações que são do seu conhecimento. E pelo que sei são muitas e valiosas.

Como dizia um velho amigo meu, "todos é que sabemos tudo". Penso que com o contributo de todos os almofalenses levaremos esta pesquisa a bom termo.

Será um legado que deixaremos aos vindouros.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

ORGULHO DE TER NASCIDO ALMOFALENSE


À boa maneira do cantor elvense Paco Bandeira que numa das suas canções exprimiu o sentimento de ter nascido alentejano, eu também comungo desse espírito bairrista e proclamo bem alto o meu orgulho de ter nascido almofalense.


Mas não sou só eu. E ainda bem. Recentemente, num convívio de amigos, apresentei uma pessoa a um almofalense. Disse-lhe que esse meu amigo era natural de uma localidade próximo de Torre de Moncorvo e como tal nosso conterrâneo. Resposta pronta desse almofalense: "Conterrâneo! Eu sou de Almofala". Concordei e arrependi-me de ter usado o termo que usei. Para quem não sabe Almofala dista de Torre de Moncorvo cerca de cinquenta quilómetros.


Vi nesta atitude um gesto de quem quer definir bem as suas origens. Também ele demonstrou orgulho de ter nascido almofalense.


Somos uma terra simpática de gente hospitaleira e amiga do seu amigo. Apesar de vivermos no interior mais extremo, sabemos adaptar-nos a essa interioridade. É esta a realidade. Por ausência de empregos e na prespectiva de um futuro melhor, os mais jovens querem saír. Por outro lado, aqueles que de lá saíram e já efectuaram o seu percurso profissional, anseiam pelo regresso, ainda que pontual.


Não é fácil regressar de todo. As raízes já foram lançadas noutros ambientes, criados novos laços e as afectividades já se encontram repartidas.


Apesar disso, pressinto que todos os naturais de Almofala têm orgulho de dizer que são almofalenses, estejam onde estiverem.

Quando iniciei este blogue, referi que o mesmo se destinava a todos os almofalenses e amigos de Almofala. Pensei numa participação mais activa por parte dos almofalenses. Divulguei o blogue pelos meus colegas de trabalho e outros amigos. Sei que alguns deles são frequentadores assíduos e participam com comentários. A estes o meu muito obrigado.

Sei também que alguns almofalenses o consultam, apesar de não deixarem comentários que complementem os artigos. Seria bom que tal acontecesse e que o blogue fosse uma referência para todos os naturais e amigos de Almofala.

Coloco-me na situação daqueles que, embora naturais de Almofala, já dalí saíram há longos anos, perdendo os elos de ligação à sua terra natal e que anseiam por notícias da terra que os viu nascer. Este ou outro blogue serviriam de veículo de transmissão e união inter regional ou mesmo inter continental.

De um almofalense para todos os seus conterrâneos e amigos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

AUTO CRÍTICA OU REFLEXÃO

Todas as críticas construtivas são bem vindas. Ninguém é visto por outros com o rigor de uma máquina fotográfica. Até Jesus Cristo, perdoem-me a comparação, foi visto de maneira diferente pelas diversas tribos da época (cristãos, judeus e romanos). Não é meu costume elaborar artigos sobre comentários efectuados no meu blogue. Faço-o agora porque devo dar uma explicação a uma crítica sobre a minha personalidade. Quem a efectuou, apelidou-me de "impulsivo" e imprimiu a ideia de que tal seria um defeito. Concordo no atributo e revejo-me na impulsividade. Só que não o interiorizo como defeito antes sim como virtude. Segundo o dicionário da língua portuguesa a palavra impulsivo define: que dá impulso, que reage, arrebatado, repentino. E eu sou tudo isso. Fui bem caracterizado e parabéns a quem o fez.
Todos nós temos traços de personalidade que nos definem. Temos uns que são inatos e temos outros que são adquiridos. Os inatos nascem com a pessoa e são muitas vezes "herdados" dos nossos ascendentes. E as sementes que me lançaram neste mundo foram e ainda são originárias de boas colheitas e de frutos sãos.
Aprendi desde pequenino a ser frontal e sincero, honesto, obediente mas não subserviente, respeitador, etc. Enfim, digno dos meus antepassados e reconhecido na minha terra como "filho de boas famílias". Aqui o termo utilizado refere-se evidentemente às qualidades morais e éticas dos meus antepassados.
Reconheço que tenho defeitos. Quem os não tem?
Em auto crítica ou se assim o desejarem em auto avaliação direi que os meus principais defeitos são: Não me controlar perante as injustiças, não fugir aos confrontos e ser radical (salvo raras excepções). Outros terei de menor importância e visibilidade.
Já fui caracterizado e confrontado "cara a cara" com a minha alteração frequente de estado de espírito. Gostei da frontalidade patenteada por quem o referiu. É assim que tem que ser. Poderia até desculpar-me dizendo que são sobressaltos inesperados de indignação que originam estas alterações súbitas dos estados emocionais. E talvez seja esta a realidade.
Costuma dizer-se "Quem vê caras não vê corações". Quem comigo priva sabe que este ditado popular se adapta à minha pessoa.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

EDUCAÇÃO, CIVISMO OU BOAS MANEIRAS


Estou a ficar velho e já me tinha apercebido disso. Em diversos artigos que escrevi neste blog tenho defendido a cultura dos valores que regem a nossa convivência na sociedade. Fiz a apologia que as pessoas de idade mais avançada incutissem nas gerações mais novas esses valores. Por outro lado apelei aos mais "velhos" que compreendessem os mais "novos" e que assimilassem as suas atitudes e comportamentos. O que eu nunca disse nem referi foi que se apoiassem atitudes reprováveis e comportamentos censuráveis por parte dos jovens. Já não falo dos comportamentos desviantes pois estes existem nos jovens e nos menos jovens.
Há certas atitudes comportamentais que não se aprendem nos bancos da escola. São interiorizadas e assimiladas no seio familiar.
Ontem à hora de jantar assisti no "Varchehotel" a uma atitude reprovável por parte de um jovem casal. Não os reconheci, mas penso tratarem-se de pessoas provenientes de famílias pertencentes à sociedade média/alta. Mas não é esta proveniência que lhes dá o estatuto de bem ou mal educados. O que eu vi foi acima de tudo um comportamento que denotou falta de educação e civismo.
Passemos então ao "caso". O referido jovem casal, aproveitou o tempo de espera para namorar e nada melhor que sentarem-se no dispositivo metálico por onde circulam os tabuleiros do "self service". Quem utilizasse este serviço teria que se desviar para não incomodar o casalinho.
Só colocaram ponto final nesta postura depois de instados por uma funcionária da empresa. E mesmo assim, notei por parte do elemento masculino um olhar de reprovação por ter sido "chamado à atenção".
Há passagens do passado das quais sou saudosista. A educação é uma delas. As palavras mágicas como "com licença", "desculpe", "por favor", "muito obrigada" desapareceram do dicionário.
Hoje entende-se por normal e aceitável um miúdo ou miúda faltar ao respeito aos pais e aos professores. Para alguns pais, estas atitudes por parte dos descendentes denotam personalidade. Agora falta de educação é sinónimo de personalidade!
Nos tempos da minha infância o tratamento que eu levava por parte dos meus pais e avós era bem diferente e não era por isso que havia mais ou menos desiquilíbrios emocionais. Hoje em dia uma atitude mais firme por parte dos pais é considerado um trauma para as crianças, roçando os limites da pomposamente chamada "violência doméstica".

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

HOJE VOLTOU A SER SEXTA-FEIRA


O meu amigo Leonel Nascimento festejou no passado dia o4FEV09 o seu 62º. Aniversário. Os parabéns que nesse dia lhe endossei em privado, renovo-os agora em público. Que Deus lhe dê muitos e bons anos de vida. Ligam-me ao amigo Leonel e à sua família laços de grande amizade. E foi esse o pretexto para este almoço de sexta-feira. Para mim não foi surpresa a presença massiva de todos os habituais frequentadores. Foi sim surpresa e disseram presente, ilustres figuras do Centro de Saúde de Elvas que assim se quiseram associar neste almoço de convívio com o amigo Leonel.
Foi um almoço especial. Não pela ementa, que estava divinal, mas sim pelo simbolismo que o mesmo representou e que deixou muito feliz o amigo Leonel. Deixou-o a ele e a todos nós que também ficámos felizes por ele.
Para o ano, se Deus o permitir, lá estaremos todos mais uma vez para comemorar mais um aniversário do Amigo Leonel.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O MEU MUNDO



Posso ser maçador e às vezes sou-o. Reconheço este meu defeito. E por isso peço desculpa aos visitantes deste meu espaço.

Ser Almofalense é acima de tudo uma honra para quem nasceu nesta terra implantada junto às arribas do Águeda e tendo como vizinhos "nuestros hermanos".

Nada acontece, ou por outra, nada acontecia de estranho ou fora do vulgar.

Escrevi nada acontecia porque era a realidade da vivência diária. Tudo era tranquilidade e sã convivência entre os habitantes. Prova disso havia e ao que parece ainda há, embora praticada em menor escala, a chamada "torna jeira" que não era mais que uma entreajuda entre as pessoas. Não é do meu tempo, mas ouvia-o contar aos meus antepassados e a outras pessoas idosas que, quando era necessário construir uma casa, logo os lavradores disponibilizavam as suas juntas de machos para efectuar o transporte da pedra. Vivia-se numa comunidade na verdadeira acepção da palavra.
Como já o disse anteriormente, apesar de ausente fisicamente, o meu espírito está diariamente em Almofala.

Ultimamente, têm-se verificado factos estranhos que para mim seriam impensáveis de acontecer na minha terra.

Não sei se os factos ocorridos são transitórios, se são fruto da mudança dos tempos e das novas mentalidades.

Urge dizer BASTA. Temos de congregar esforços num espírito solidário.

Há sinais indicadores nos traços de personalidade das pessoas que muitas vezes nos avisam que algo está errado no seu comportamento social. É aqui que entram as medidas proactivas, sinalizando essas pessoas e comunicando os factos às Instituições competentes.

A Junta de Freguesia de Almofala, na sua vertente social, tem uma palavra a dizer.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O VALOR DA AMIZADE

Nas minhas relações inter-pessoais sou daqueles que dou uma importância enorme à palavra AMIZADE. Não só no sentido literal da palavra mas em tudo o que ela significa como sentimento. É um valor demasiadamente precioso para o deitarmos fora. Ser amigo não é estar presente em todos os momentos, mas dizer presente quando necessário. Um amigo não é aquele que perdoa tudo. É saber ultrapassar e compreender, quando possível, as falhas dos outros. Poderia aqui enumerar uma imensidão de qualidades que definem o verdadeiro amigo e talvez me tornasse repetitivo. A amizade não se mede, sente-se. Só que por vezes os nossos sentidos também nos enganam. Já Confucio o dizia "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade".
Aristóteles, a propósito da amizade e da multiplicação da mesma teve até uma frase curiosa "Aquele que é amigo de toda a gente, não é amigo de ninguém". Esta fatalidade tem um certo fundo de verdade. Gosto de colocar a amizade no seu plano mais alto. A amizade deve também envolver fraternidade, cumplicidade, ajuda. E quando tudo isto falha considero-o como uma traição.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ESPELHO DA JUVENTUDE



"Pai, já que escreve em blogs, diga-me a opinião que os "cotas" têm da juventude actual".
Foi este o desafio que me foi lançado por minha filha Margarida. Foi uma pergunta expontânea que me deixou um pouco baralhado e pensativo.
Ainda não me situei bem no espaço jovem actual. O pouco que evoluí foi à custa do convívio, das conversas com jovens, do exercício da minha profissão e, acima de tudo, das conversas com as minhas filhas. Também elas, embora jovens, com vivências diferentes.
A era das tecnologias modernas veio imprimir um novo rumo no desenvolvimento da juventude. Outros horizontes se abriram.
O que ontem era proíbido, hoje é permitido. O que ontem era censurável, hoje é aplaudido. O que ontem era condenável, hoje é tolerável. É com base nestas comparações que tentarei dar resposta à pergunta que me foi formulada.

Não nos podemos esquecer que os jovens de hoje são os "cotas" de amanhã. Tentarei emitir a minha opinião sobre o assunto tentando dissociá-la das minhas funções profissionais e da minha vivência enquanto jovem. A sociedade evoluiu e a juventude é produto dessa sociedade em constante evolução.
Todos sabemos e penso que estaremos de acordo, até por princípios de cultura de valores, que a célula principal da sociedade é a família. Tudo gira à volta da cultura que nos advém desde o berço. Os pais são modelos para os filhos. As companhias que eles escolhem são por vezes causas de muitas das nossas insónias.
A sociedade evoluíu e talvez nós, os "cotas", não tivessemos acompanhado devidamente essa evolução.
Não quero com isto dizer que nós é que estamos bem e a juventude é que está mal. Neste teatro da vida, a peça em cena é a mesma só que com outros actores.
Há que seguir em frente e, sermos nós "cotas", a adaptar-nos aos tempos modernos, tentando perceber os problemas dos jovens, aconselhá-los e acima de tudo dando-lhes exemplos.
Pessoalmente tenho muita esperança nesta juventude. No entanto, se se mantiver a conjectura actual (económica, politica e social), fico é um pouco céptico quanto ao seu futuro.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

(E)VIDENTE



Hoje vou-me tansformar em vidente, ou se assim o preferirem em "bruxo".

Durante a passada semana, a imprensa nacional, e não só, voltou a relançar a celeuma do chamado caso "Freeport" de Alcochete.

Trata-se de um empreendimento que não conheço nem sei a sua localização exacta e como tal abstenho-me de comentar técnicamente se existiu ou não invasão do parque ambiental junto ao Rio Tejo.

O que aqui está em causa são os factos subsquentes e que indiciam favorecimento e enriquecimento pessoal de "satélites" que gravitam em torno de figuras influentes.

E quando os casos envolvem políticos, logo estes sacodem a "água do capote" e endossam as culpas para outros mais fragilizados, usando os mais variados estratagemas.

Escrevia o jornalista, professor de jornalismo, Mário Mesquita, então no Público, algo curioso:"Os actores destes eventos ( ou pseudo-eventos consoante os casos) não são, em regra, jornalistas, mas elementos de equipas especializadas em contra-informações que trabalham junto dos partidos ou dos grupos de pressão. Aos jornalistas fica reservada a decisão de lhes dar voz ou de limitar as vias de disseminação do boato".

Já assim aconteceu em casos anteriores.

Perante este novo caso e não sendo eu um "bruxo" afigura-se -me que estará para breve o "rebentamento de uma bomba", só não sei onde, que transferirá todas as atenções, com o intuito de levar ao esquecimento o caso "Freeport"

sábado, 24 de janeiro de 2009

BLOGOSFERA



Entrei neste mundo por mero acaso. Ouvia falar na comunicação social da existência de blogues e não tinha a mínima ideia da sua essência. A curiosidade aguçou-me o apetite. Consultei alguns blogues e gostei do modo como os assuntos são tratados segundo a prespectiva dos autores. Nalguns deles, ao lê-los com muita atenção, verifiquei que as minhas ideias eram em sentido oposto. No entanto, apesar das divergências de ideias, existe debate. Não concordo e comento educadamente o assunto, dando a minha opinião, baseando-a em factos constatados e experiência adquirida ao longo da vida. Outros há que nem merecem resposta tal a "ordinarice" de conteúdo.

Neste momento, após vários meses de experiência, equiparo um blogue a uma casa construída com muito amor e carinho, de portas abertas, sempre pronta a receber as visitas.

É assim o meu blogue. Graças a Deus, tenho na minha casa os melhores visitantes. As visitas que sempre desejei.

Outros blogues há que não são assim. Refiro-me concretamente àqueles visitantes que, aproveitando-se da figura do "anónimo", tratam de ofender tudo e todos. Se o autor do artigo fala em "alhos" essas figuras "mal educadas" comentam em "bugalhos".

O simples facto de entrar num blogue e exprimir um comentário é merecedor de ali deixarmos a nossa impressão digital assinando com o nosso nome o livro de visitas. Só assim seremos dignos de ser consideradas visitas desejadas.

Tenho visitado alguns dos blogues existentes na cidade onde exerço a minha profissão (Elvas). Os assuntos tratados são pertinentes e merecedores de comentário. Como atrás referi, podemos não concordar com eles, mas assiste-nos o direito de discordar educadamente. Mas não. O que se verifica é um "disparatar" de comentários ofensivos, de crítica destrutiva, quase sempre motivada por causas políticas e efectuados por "gente" anónima.

Se o comentário efectuado por um "anónimo" for de elevado nível (cultural e educativo), poder-se-à considerar que o seu autor é uma pessoa tímida. Agora se o comentário tiver o único intuíto de ofender, temos o direito de considerar este "anónimo" como uma pessoa cobarde.

domingo, 18 de janeiro de 2009

UM EXEMPLO A SEGUIR POR OUTROS - APOIO SOCIAL


Ouvi hoje nas notícias de uma estação televisiva que a Câmara Municipal de Celorico de Bastos tinha criado um serviço denominado "Câmara Amiga". Interessei-me pelo desenvolvimento da reportagem e não fiquei defraudado pelo tempo de espera. A Câmara criou um serviço camarário dotado com uma carrinha afecta ao projecto, cuja missão é prestar apoio domiciliário aos idosos mais necessitados. Os serviços a prestar vão desde o arranjo de canalizações, trabalhos de carpintaria, electricidade, pedreiro e acompanhamento dos idosos aos Centros de Saúde, correios, etc.
Eu bem sei que estamos em ano de eleições e agora tudo vale para "caçar votos". Mas, independentemente disso, devemos olhar para o assunto do modo positivo e louvar esta atitude como uma mais valia no apoio social aos mais carenciados.
Isto não é esbanjar dinheiros públicos em "coisas" banais.
Parabéns à Câmara Municipal de Celorico de Bastos e ao seu Presidente que por acaso nem sei qual é a côr da sua camisola.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

SÁBIAS PALAVRAS DO CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA



Tem razão o Cardeal Patriarca de Lisboa, D.José Policarpo, quando afirma ser "muito díficil" o diálogo com os muçulmanos. Na minha opinião só peca por tardio. Há muitas diferenças e algumas delas com uma certa profundidade entre as culturas católica e muçulmana. Alguma imprensa sensacionalista tentou levar estas sábias palavras para um contexto que não aquele em que foram inseridas.

Como católico compreendo tais palavras e agradeço a D.José Policarpo a coragem que teve em as proferir. São assim os bons lideres espirituais. Deviam ser assim os bons lideres políticos.

Entre outras coisas, D.José Policarpo, disse: "Só é possível dialogar com quem quer dialogar. Por exemplo, com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil", "Estão a dar-se os primeiros passos, mas é muito difícil porque eles não admitem sequer (a crítica)", " a verdade deles é única e é toda", " Pensem duas vezes antes de casar com um muçulmano. Nem Alá sabe onde é que acabam".

E mais, deu como exemplo um problema que se passou em Colónia, na Alemanha. A catedral foi cedida por empréstimo à comunidade muçulmana para uma cerimónia no Ramadão. Após o empréstimo, a comunidade muçulmana não abdicou da Catedral tendo sido necessária a intervenção policial. "Os muçulmanos têm uma visão da sua religião em que o sítio onde se reunem para rezar fica na posse deles. É o sítio onde Alá se encontrou com eles, portanto, mais ninguém pode rezar naquele sítio".

Há, acima de tudo, uma necessidade de diálogo inter-religiões. Se ele não existe, penso não ser culpa da Igreja Católica.

Que Deus o abençoe, D. José Policarpo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

FILHO ÉS PAI SERÁS...



Filho és pai serás, como vires fazer assim acharás. Trata-se de um provérbio antigo em que se narra a história de uma pequena aldeia onde os seus habitantes tinham o costume de levar os pais, já idosos, para o cimo de uma montanha onde iriam passar o resto dos seus dias de vida. Certo dia, um filho ao levar o seu progenitor para essa dita montanha, deixou-lhe uma capa para ele se agasalhar do frio. Eis senão quando, o velhote, virando-se para o filho, perguntou-lhe se ele tinha uma faca. Intrigado com esta pergunta enigmática, o filho pretendeu saber o porquê desta questão. Resposta sábia do velhote: " É para cortar a capa do agasalho que me deste para tu ficares com metade quando os teus filhos de trouxerem para este monte".

Vem esta história a propósito de uma notícia que hoje ouvi na Rádio Sim e que interferiu com os meus sentimentos. Sou pai e sou filho.

O jornalista, com a devida fundamentação baseada em entrevistas, dava a notícia que, em Setúbal, mais precisamente no Hospital de S.Bernardo, são efectuados diariamente depósitos de idosos, para que sejam internados naquela unidade hospitalar. Segundo um dos entrevistados, ao que presumo tratar-se de um elemento que integra a direcção do Hospital, alguns deles deixam ali os pais para irem descansados ver o Vitória de Setúbal.

Falar de relações de afectividade não é propriamente um discurso que me agrade e para o qual eu esteja devidamente preparado sociologicamente. A minha explanação de ideias é baseada na prática e na cultura de valores que me foram transmitidos.

Trata-se de um delicado tema que envolve não somente direitos e deveres, mas também questões morais e éticas que habitam (ou deviam habitar) na consciência de cada ser humano.

Os pais têm, em relação aos filhos, o dever de sustento, de cuidado, de zelo, de educação, etc. Os filhos, por sua vez, mais que não seja, têm essa dívida para saldar. Talvez os pais não exijam essa retribuição mas é nosso dever moral satisfazê-la.

A maior parte dos comportamentos do ser humano são adquiridos. Ou seja, algumas poucas atitudes são provenientes de traços da própria personalidade, enquanto a maioria é construida ao longo da vida, quando o ser humano tem contacto com pessoas, objectos e conhecimento, seja este teórico ou empírico. Traumas e maus tratos, mais precisamente o trauma do abandono afectivo parental, imprimem uma marca inesquecível, tipo nódoa negra, no comportamento das crianças ou adolescentes. Podem-se relatar inúmeras formas de abandono moral e afectivo que vão formar na mente das pessoas desejos de vinganças pessoais, próprias de uma vida desprovida de prespectivas e responsabilidades.

Este é acima de tudo um problema actual fruto do rumo imprimido a esta sociedade injusta e imoral. Todos os valores éticos e morais são esquecidos.

Não quero com isto dizer ou afirmar que todos os filhos tenham o mesmo comportamento em relação aos pais. Felizmente a grande maioria, onde me incluo, não se revê no quadro que relatei.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

DESTINO DE FÉRIAS......PARA ALGUNS

Hoje era minha intenção debruçar-me sobre um outro assunto que, na minha óptica, é actual e de interesse público. Deixá-lo-ei para mais tarde e, como estamos em "maré" de prospecção de mercado para escolher os destinos para as próximas férias, poderei indicar um que, apesar de não o conhecer, será com toda a certeza um lugar apetecível para novas descobertas.

Tal local, situa-se no Brasil, destino de muitos portugueses e, desde já, não o indico por ser um mau local de férias ou um lugar menos aprazível. Isso eu não sei. A minha sugestão é pelo nome e, primeiramente, gostaria que aqueles que "expelem raiva e ódio" fossem os primeiros a seguir o meu conselho. Vão até à........





E utilizem este autocarro:




sábado, 10 de janeiro de 2009

TEMOS RAZÃO PARA EXIGIR



Não se trata de reivindicações sindicais. Trata-se apenas de uma análise a factos passados e a razão que nos assiste.

Como já fiz referência em artigos anteriores, Almofala é uma pequena aldeia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo no Distrito da Guarda que dista cerca de quatro quilómetros do limite do território nacional e onde actualmente residem cerca de 250 habitantes estando a sua maioria já com idade avançada. Portanto, integra aquilo a que vulgarmente se chama o Portugal profundo e esquecido. E isso ficou bem patente na recente visita de Sua Excelência o Sr. Presidente da República, Dr. Anibal Cavaco Silva que protocolarmente tinha prevista uma visita ao miradouro existente junto da Capela de Santo André nas arribas do rio Àgueda. O simpático e hospitaleiro povo de Almofala preparou-se e esmerou-se para receber tão ilustre figura. Procedeu-se à limpeza das ruas e preparou-se a sua ornamentação. São assim os pobres que, apesar de terem pouco para dar ou mostrar, nestas alturas, dão e mostram tudo aquilo que têm. E a mais não são obrigados. Depois deste trabalho todo, das expectativas criadas e alimentadas, o protocolo foi furado e Sª. Exª. não foi ao miradouro, nem sequer entrou em Almofala, ficando-se pela barragem de Santa Maria de Aguiar. Segundo os responsáveis, tal ficou a dever-se à falta de condições de segurança. Não sei se por estar perto da fronteira espanhola e temer-se um ataque de "nuestros hermanos" se foi devido aos acessos não serem os mais seguros. Se assim foi e uma vez que a comitiva integrava o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, Dr. António Edmundo, sou de opinião que o povo de Almofala deve exigir a reparação do caminho, permitindo o acesso em segurança ao referido miradouro. O reconhecimento da falta de segurança por parte dos responsáveis e que nos privou de receber na nossa terra tão ilustre figura é a maior prova da razão que nos assiste nas nossas legítimas pretensões.

As eleições autárquicas estão à porta. É natural que alguns "iluminados" candidatos se apressem a fazer promessas ilusórias e irrealistas propondo-se transformar Almofala num belo jardim só possível em contos de fadas. Digam-lhes claramente que estão a mentir e peçam-lhes que entre outras coisas essenciais, o povo de Almofala quer é que o caminho para a nossa Capela de Santo André seja transformado em estrada com condições de segurança e digno para receber os visitantes. Assim não arranjarão desculpas para não nos visitarem.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

HOJE É SEXTA-FEIRA


Quem entra numa rotina diária de trabalho e semanalmente tem agendado um convívio com amigos às sextas-feiras, é natural e compreende-se que logo à segunda-feira se esteja à espera que esse dia chegue. E isso acontece comigo.
Este grupo já está formado há vários anos e entrei nele a convite de um grande Amigo. O local do encontro foi mudado e entraram novos convivas que engrossaram o grupo. As amizades antigas mantiveram-se e fortaleceram-se, ao mesmo que se desenvolviam outras com a entrada dos novos elementos.
Não há dúvidas que o almoço conta e esse é o pretexto da "reunião". Mas, o que mais conta ainda é, sem sombra de dúvidas, o são convívio, a camaradagem e o partilhar problemas e sentimentos.
O grupo já pensou criar um grupo coral e pelos ensaios efectuados estou em crer que tirando o autor deste artigo todos os outros têm vocação para a música. Veremos se futuramente a minha margem de progressão na vida artística permite chegar ao mesmo nível dos outros elementos do grupo.
A ementa geralmente é "o couver" e a 1ª. regra de conduta: " À hora marcada, ir comendo e esperando".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

GINÁSIO CLUBE FIGUEIRENSE



Voltei ao baú das recordações. No dia 14DEZ08, fui ao novo estádio ver o jogo de futebol Ginásio Figueirense-Trancoso, a contar para o Campeonato Distrital da 1ª. Divisão da Guarda.
Estádio bonito, relvado, com bastante espaço de bancadas. Pena foi que não estivesse mais público a assistir. Não sei se foi por estar bastante frio, mas penso que o número de espectadores não ultrapassou a centena.
Recordei-me de imediato do antigo Campo do Rodelo, pelado, com o público em cima do terreno de jogo. É natural que o frio poderia ser idêntico, mas o que aqui é importante é que esse mesmo público aquecia mais o ambiente.
O futebol de hoje não é o mesmo do antigamente. Não quero com isto dizer que actualmente não se jogue melhor futebol e que não existam melhores jogadores. Antes pelo contrário, o futebol evoluiu e existem melhores condições para a prática desportiva.
Só que, antigamente, havia o chamado "amor à camisola". Praticava-se o futebol sem qualquer interesse material. A pretexto de um jogo de futebol arranjava-se um lanche que servia de convívio entre os praticantes e acompanhantes. Cultivava-se a amizade em toda a sua plenitude.
Recordo com saudade a equipa que ilustra o presente artigo. Alguns já partiram. Paz às suas Almas. No entanto, deixaram nesta vida terrena sementes de amizade, solidariedade e de saber sofrer, valores estes que cultivaram enquanto integrantes da grande Família que é o Ginásio Clube Figueirense de Figueira de Castelo Rodrigo.
Ainda hoje quando me desloco a Figueira, sinto alegria quando revejo os meus amigos de outrora e que comigo privaram momentos inesquecíveis que hoje são relembrados com saudade.
Desejo, sinceramente, que o GINÁSIO CLUBE FIGUEIRENSE continue na senda dos triunfos e que espalhe por esse Portugal fora o perfume do nosso concelho.





sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ANO 2009



Mais um ano que se inicia, desejos redobrados e esperanças de concretização de projectos adiados que se querem ver realizados.

É voz popular que "os portugueses nem para pedir são". Contudo, ao iniciar um novo ano, este rifão popular cai completamente por terra. Pedimos tudo e mais alguma coisa. Aplica-se aqui um outro termo popular muito usado quando se efectua um grande pedido: " não és pobre a pedir".

Como em tudo na vida, há uns com mais sorte que outros. Alguns mesmo não tendo pedido nada alcançam grandes coisas, outros há que se fartam de pedir e não alcançam nada. Se a alguns a sorte lhes bate à porta e sobem de uma só vez as escadas da vida, há outros que as sobem, degrau a degrau, com muito trabalho, paciência e profissionalismo.

Quero compartilhar com todos os meus votos para o ano de 2009.

Peço a Deus que traga a Paz ao mundo. Que acabe com as guerras cruéis e desumanas, movidas por interesses politicos, económicos e raciais que só prejudicam a prosperidade das nações e criam desuniões entre as pessoas. Que haja harmonia entre os povos.

Peço a Deus que, diariamente, ao ligar os televisores e rádios para ouvir as notícias, seja para ouvir notícias boas , não noticias más.

Peço a Deus saúde para todos. Que a ciência evolua e que encontre a cura milagrosa para doenças até hoje incuráveis.

Peço a Deus que os governos legítimos das nações cumpram o prometido nas campanhas eleitorais e que os governos ilegítimos, tomados pela força das armas, caiam e dêem lugar a governos eleitos democraticamente.

Peço a Deus que acabe com a fome no mundo. Milhões de crianças, sem qualquer culpa, sofrem e morrem com este mal.

Peço a Deus que conceda a todas as pessoas do mundo os pedidos bons formulados e que pretendam ver realizados

Em termos pessoais, desculpem-me a minha modéstia a pedir, uma vez que já fiz este pedido e ainda não foi atendido, espero que neste ano de 2009 me saia o euromilhões. Espero ainda que o meu F.C.Porto revalide o titulo de Campeão de Portugal, vença a Taça de Portugal, vença o Campeonato da Liga e que vença pela 3ª. vez a Champions.